LESÃO DE NEYMAR ASSUSTA, MAS CBF MANTÉM CONFIANÇA EM MÉDICOS DO SANTOS

Impossível desassociar a lesão na panturrilha de Neymar, de 34 anos, à que tirou Romário da Copa de 1998, na França, aos 32. Ambas na perna direita e diagnosticadas como “estiramento de grau um”. Antes de convocar Neymar, a comissão técnica de Carlo Ancelotti recebeu laudo enviado pelo Santos relativizando a lesão sofrida na derrota para o Coritiba, um dia antes da convocação. A informação é de que, no dia 27, o craque se apresentará em condições de ser relacionado para o amistoso contra o Panamá, dia 31, no Maracanã. No dia 1º de junho, a CBF precisa enviar a relação oficial à Fifa.

A diferença entre a lesão que tirou Romário em 1998 para a de Neymar é que, há 28 anos, a CBF tratou o caso do Baixinho como “leve contratura”. A confirmação de que havia edema no local só foi constatada na ressonância feita após o quinto dia de treinos em Ozoir-la-Ferrière, na França. José Luís Runco, à época médico do Flamengo, se surpreendeu com a gravidade da lesão. E mais tarde constatou que não era a diagnosticada no dia 6 de maio pelo clube, mas uma outra sofrida em partidas de futevôlei no dia 17, quatro dias antes da viagem para o país da Copa do Mundo.

Neymar, pelo que o Santos informou à CBF, tem estiramento de grau um — “quase dois”, me garante uma boa fonte —, com o coordenador do Núcleo de Saúde do Santos, Rodrigo Zogaib, assumindo um edema no local. O craque trata a lesão desde domingo e o prazo de recuperação estimado é entre sete e dez dias. Os mais otimistas alimentam até a expectativa de tê-lo em campo no jogo contra o Deportivo Cuenca, pela Sul-Americana, na próxima terça-feira, um dia antes da apresentação da seleção brasileira, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

Não creio e acho que o staff de Neymar também não aprovaria o esforço. Segunda a literatura médica, o estiramento de grau um, registra alongamento ou ruptura de menos de 10% das fibras musculares da região, provocando dor aguda que começam a desaparecer após sete dias de tratamento. Ou seja: difícil que o jogador coloque sua convocação em risco. Até porque se o caso for mais grave e precisar de um tempo maior de recuperação, Ancelotti não hesitará em substitui-lo. Depois de enviada, as federações têm até a véspera da estreia para solicitar a troca de um nome por lesão comprovada em exames. Oremos!

*Extra

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